Há cinco anos sofri um acidente que cortou minha perna esquerda três vezes e já estou a caminho da próxima cirurgia, agora da retirada da platina e dos parafusos que precisavam manter minha perna enquanto meu femur não tinha condições sustentar. Durante todo esse tempo, mesmo sem muitas condições, continuei ativa. Militante, ativista feminista. Quando não havia condições alguma de andar, usava a internet e seus meios para publicar arte gráfica ou escrita que dissessem um pouco sobre o feminismo por mim, por nós e pelas outras. Ousei por várias vezes seguir as caminhadas que a rua chamava: Marcha das Vadias; Marchas oito do Março; Caminhadas pela Democracia; Marcha das Margaridas; Marcha das Mulheres Negras, entre muitas outras. Os percursos dessas caminhadas nem sempre eram tranqüilos para mim, sentia fortes dores, mas insistia em seguir, pois acreditava cegamente que aquele momento me fazia feminista. Passado alguns anos, mais especificamente no meio do ano de 2014, me senti ext...
Comentários
Postar um comentário